A Hermann Hauber – Psicologia e Psicoterapia é um espaço dedicado à escuta, ao acolhimento e à reflexão sobre a existência humana. Nasce do desejo de oferecer um ambiente de cuidado psicológico que reconheça a singularidade de cada pessoa, a complexidade de suas relações e as diferentes maneiras pelas quais construímos sentidos ao longo da vida.
Compreendemos que cada existência é única, constituída por experiências, histórias, escolhas, afetos e relações que se transformam continuamente. A vida não se apresenta como um caminho inteiramente determinado, mas como um campo aberto de possibilidades, no qual convivem certezas e dúvidas, conquistas e perdas, encontros e desencontros, permanências e transformações.
Nessa perspectiva, a psicoterapia é compreendida como um espaço de encontro e diálogo, no qual a pessoa pode olhar para sua própria experiência, reconhecer os sentidos que orientam sua existência e refletir sobre suas possibilidades de escolha e transformação. Não se trata de oferecer respostas prontas ou estabelecer modelos ideais de vida, mas de construir, conjuntamente, condições para uma compreensão mais profunda de si, de suas relações e de seu modo de estar no mundo.
Nossa proposta é orientada por uma compreensão humanista, fenomenológica, existencial e sistêmica da Psicologia, em diálogo com diferentes tradições filosóficas e científicas. Essa perspectiva encontra expressão no desenvolvimento da Psicologia Fenomenológico-Existencial-Sistêmica (PFES), uma construção teórica em permanente elaboração, fundamentada no reconhecimento da pessoa como um ser singular, relacional e aberto às possibilidades da existência.
A Hermann Hauber não pretende ser uma grande organização de serviços, mas um espaço pessoal de exercício da Psicologia, no qual a prática psicoterapêutica, a reflexão filosófica e o desenvolvimento do conhecimento possam caminhar juntos. Um espaço que valoriza a liberdade, a responsabilidade, a sensibilidade e o respeito às diferentes formas de existir.
Acima de tudo, acreditamos que cuidar da existência humana envolve reconhecer que cada pessoa possui sua própria história, seu próprio tempo e suas próprias possibilidades. E que, mesmo diante das dificuldades e incertezas da vida, permanece aberta a possibilidade de compreender, ressignificar e construir novos caminhos.
A psicoterapia é um espaço de escuta, diálogo e reflexão, dedicado à compreensão das experiências humanas, das relações que estabelecemos e dos sentidos que atribuímos à nossa existência. É um encontro no qual a pessoa pode compartilhar suas vivências, dificuldades, inquietações e expectativas, encontrando condições para olhar para si mesma e para o mundo sob diferentes perspectivas.
Ao longo da vida, enfrentamos situações que podem provocar sofrimento, insegurança, medo, conflitos, perdas e questionamentos sobre nossas escolhas e nossos caminhos. Em outros momentos, mesmo na ausência de um sofrimento claramente identificado, podemos sentir a necessidade de compreender melhor quem somos, como nos relacionamos e o que desejamos construir em nossa existência.
A psicoterapia acolhe essas diferentes experiências, reconhecendo que cada pessoa possui uma história singular e uma maneira própria de perceber, sentir e interpretar o mundo. Por isso, o processo psicoterapêutico não se fundamenta em respostas prontas ou modelos universais de vida, mas em uma relação de escuta, respeito, confiança e construção compartilhada de compreensões.
Na Hermann Hauber, o trabalho psicoterapêutico é orientado por uma perspectiva humanista, fenomenológica, existencial e sistêmica. Isso significa considerar a pessoa em sua singularidade, mas também reconhecer que sua existência se constitui nas relações com outras pessoas, com a sociedade, com sua história e com as circunstâncias em que vive.
Nessa perspectiva, o sofrimento psicológico não é compreendido apenas como uma experiência individual e isolada, mas também em suas possíveis relações com os vínculos, os contextos e os sentidos que organizam a vida de cada pessoa. A psicoterapia procura favorecer a compreensão dessas experiências, respeitando os limites, as possibilidades e o tempo de cada indivíduo.
O atendimento psicoterapêutico
A Hermann Hauber oferece psicoterapia individual para adultos e adolescentes a partir de aproximadamente 14 anos, em um ambiente de acolhimento, respeito à singularidade e compromisso com a ética profissional.
O acompanhamento pode envolver diferentes questões da experiência humana, entre elas:
- Dificuldades emocionais, ansiedade, medos e inseguranças;
- Conflitos familiares, afetivos e interpessoais;
- Processos de perda, luto e mudanças significativas na vida;
- Dilemas existenciais, escolhas e momentos de transição;
- Questões relacionadas à identidade, à autoestima e ao autoconhecimento;
- Dificuldades nas relações profissionais e sociais;
- Reflexões sobre liberdade, responsabilidade, projetos de vida e construção de sentidos.
Essas possibilidades não constituem uma lista fechada. Cada processo psicoterapêutico é construído a partir das necessidades, experiências e objetivos da pessoa que procura atendimento.
Campos de especial interesse
Além das questões que frequentemente motivam a procura por psicoterapia, a Hermann Hauber dedica especial atenção a determinados campos da experiência humana, relacionados à trajetória acadêmica, profissional e aos interesses de estudo de seu psicólogo responsável.
Relações entre humanos e animais não humanos
Os vínculos entre pessoas e animais podem constituir experiências profundas de afeto, cuidado, responsabilidade e pertencimento. Também podem envolver sofrimento, perdas e dilemas existenciais. A psicoterapia pode acolher questões relacionadas a essas experiências, incluindo o luto pela perda de animais e o sofrimento emocional de profissionais que trabalham diretamente com eles, especialmente médicos-veterinários.
Separações, rupturas afetivas e reconstrução de projetos de vida
O término de relacionamentos, as separações conjugais e os divórcios podem provocar transformações significativas na maneira como compreendemos nossa história, nossa identidade e nossas possibilidades futuras. A psicoterapia oferece um espaço para refletir sobre essas experiências, acolher o sofrimento e compreender os desafios envolvidos na reorganização da vida afetiva e pessoal.
Relações de trabalho e sofrimento profissional
O trabalho ocupa um lugar importante na construção de nossa identidade e de nossas relações sociais. Entretanto, também pode envolver conflitos, pressões, inseguranças, esgotamento e dificuldades de reconhecimento. A psicoterapia pode contribuir para a compreensão dessas experiências, considerando tanto a singularidade da pessoa quanto os contextos organizacionais e relacionais nos quais está inserida.
Vida acadêmica, pesquisa e relações universitárias
A vida acadêmica reúne experiências de aprendizagem, descoberta e realização, mas também desafios emocionais, relacionais e existenciais. Questões como exigências de produtividade, dificuldades na pesquisa, relações entre orientadores e orientandos, conflitos institucionais, inseguranças profissionais e decisões sobre a carreira científica podem constituir temas relevantes no processo psicoterapêutico.
Esses campos não representam modalidades terapêuticas independentes, mas experiências humanas que podem ser acolhidas e compreendidas no âmbito da psicoterapia individual, respeitando a singularidade de cada pessoa.
Modalidades de atendimento
Os atendimentos psicoterapêuticos são realizados prioritariamente on-line, por meio de encontros individuais em ambiente virtual, com atenção à privacidade, à confidencialidade e às condições técnicas necessárias ao cuidado psicológico.
Essa modalidade permite maior flexibilidade geográfica e facilita o acesso à psicoterapia por pessoas que residem em diferentes localidades, respeitadas as condições profissionais e éticas aplicáveis a cada atendimento.
Em situações excepcionais, poderá ser considerada a possibilidade de atendimento presencial, inclusive em domicílio ou em outro ambiente previamente acordado, desde que as condições de privacidade, segurança, adequação clínica e responsabilidade profissional sejam devidamente avaliadas.
O atendimento de adolescentes considera, adicionalmente, as particularidades dessa etapa da vida e as exigências éticas relativas à autorização dos responsáveis, ao sigilo profissional e à proteção da pessoa atendida.
Um espaço para compreender e construir possibilidades
Compreendemos que a psicoterapia não tem como finalidade estabelecer como alguém deve viver, mas favorecer condições para que cada pessoa possa compreender sua própria experiência, reconhecer suas possibilidades e participar de maneira mais consciente das escolhas que constituem sua existência.
Mais do que buscar respostas definitivas, trata-se de abrir espaço para perguntas, reflexões e novas maneiras de compreender a si mesmo, suas relações e seu lugar no mundo.
A prática psicoterapêutica da Hermann Hauber é orientada por uma perspectiva fenomenológica, existencial e sistêmica, fundamentada no reconhecimento da singularidade humana, na compreensão das relações que constituem a existência e na abertura às diferentes possibilidades de construção de sentidos.
A fenomenologia contribui para a compreensão da experiência tal como é vivida e percebida pela própria pessoa, valorizando seus significados e sua maneira singular de estar no mundo. Essa perspectiva encontra referências fundamentais nos pensamentos de Edmund Husserl e Maurice Merleau-Ponty.
A filosofia existencial amplia essa compreensão ao considerar questões como liberdade, responsabilidade, escolhas, angústia, temporalidade e sentido da existência. Entre suas principais referências estão Søren Kierkegaard, Martin Heidegger e Jean-Paul Sartre, cujas reflexões ajudam a compreender a existência humana como um processo aberto, situado e continuamente confrontado com suas possibilidades e limitações.
O pensamento sistêmico, por sua vez, permite compreender a pessoa em suas múltiplas relações, reconhecendo que os fenômenos humanos não podem ser plenamente explicados de maneira isolada. Essa perspectiva dialoga com as contribuições de Ludwig von Bertalanffy, Gregory Bateson e Humberto Maturana, especialmente no que se refere à organização dos sistemas, à comunicação, à circularidade das relações e aos processos de constituição e transformação da vida.
Essa compreensão também se abre às perspectivas ecológicas e energéticas, especialmente às contribuições de Howard T. Odum, cuja obra permite refletir sobre a organização dos sistemas vivos, os fluxos de energia, as interdependências e as condições que sustentam sua existência. Na PFES, essas contribuições são exploradas como referências conceituais para pensar a dinâmica dos sistemas humanos, sem reduzir a experiência psicológica a processos físicos ou energéticos.
A abordagem reconhece, ainda, a importância de uma perspectiva pluriepistêmica, aberta ao diálogo entre diferentes tradições de conhecimento, filosofias e cosmovisões, incluindo aquelas desenvolvidas por povos e culturas não ocidentais. Entendemos que nenhuma tradição possui, isoladamente, todas as respostas para a compreensão da existência humana, e que o encontro respeitoso entre diferentes saberes pode ampliar nossas possibilidades de reflexão.
Esses fundamentos dialogam no desenvolvimento da Psicologia Fenomenológico-Existencial-Sistêmica (PFES), uma proposta teórica em permanente construção, dedicada à compreensão da experiência humana como um fenômeno singular, relacional, histórico e aberto às possibilidades da existência.
Na prática psicoterapêutica, essa orientação se traduz em uma postura de escuta, acolhimento e diálogo, que procura compreender cada pessoa em sua singularidade, respeitando sua história, suas relações, seus valores e suas próprias maneiras de atribuir sentido à vida.
Augusto Hauber Gameiro é Engenheiro Agrônomo pela Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel da Universidade Federal de Pelotas, Bacharel em Ciências Contábeis e em Administração pela Universidade Metropolitana de Santos, Psicólogo pela Universidade Anhanguera de Leme e possui Licenciatura em Filosofia pela Universidade Estácio de Sá. Iniciou, em 2025, o Curso de Especialização em Psicologia Clínica Fenomenológico-Existencial pelo Núcleo de Clínica Ampliada Fenomenológico-Existencial (Instituto Nucafe). É Mestre e Doutor em Economia Aplicada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo e tem Pós-Doutorado pela Université Paris-Saclay (AgroParisTech/INRA). Suas áreas de dedicação e interesse são a ´Contabilidade gerencial da agropecuária´, a ´Modelagem matemática da produção agropecuária e agroindustrial´, o ´Estudo da relação entre animal, sociedade e natureza´ e a 'Educação no ensino superior'. Atualmente, é Professor Livre-Docente da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo Na FMVZ/USP, é Coordenador do Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE) e Coordenador do Curso de Especialização MBA USP FMVZ em Mercado Pet. Augusto foi Diretor Financeiro da Fundação Medicina Veterinária (2012-2015); foi Professor dos Cursos de Especialização (MBA) em Gestão Estratégica do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) (2002-2024); foi Professor dos Cursos de Administração de Empresas e de Comércio Exterior da Universidade de Ribeirão Preto (2003-2006); foi fundador, sócio e Diretor da Natural Consultoria e Comunicação (2000-2008); trabalhou no Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da ESALQ/USP (2000-2003), na Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (1999-2000), na Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (1997-1999) e no Banco do Brasil (1986-1990). É membro da Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ), da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (SBERA), da Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP), da European Federation of Animal Science (EAAP) e da Advances in Cleaner Production Network (ACPN).
Espaço de desenvolvimento teórico dedicado à construção, refinamento e sistematização dos conceitos fundamentais da Psicologia Fenomenológico-Existencial-Sistêmica (PFES). Seu objetivo é explicitar os pressupostos ontológicos, epistemológicos, éticos e clínicos que sustentam essa proposta teórica, oferecendo formulações conceituais provisórias, abertas ao diálogo crítico e ao aperfeiçoamento contínuo. Os textos da série não se apresentam como verdades definitivas nem como modelos concluídos, mas como etapas de um processo de elaboração intelectual que busca integrar contribuições da fenomenologia, do existencialismo, da teoria geral dos sistemas, da ecologia energética e de outras tradições relevantes para a compreensão da existência humana. Assim, os preprints assumem caráter exploratório e reflexivo, funcionando como laboratórios conceituais nos quais ideias, hipóteses e proposições são apresentadas à comunidade acadêmica e aos leitores interessados, favorecendo o debate, a crítica e o amadurecimento progressivo da teoria. Em consonância com a própria natureza da PFES, esses textos compreendem o conhecimento como um processo em permanente construção, reconhecendo que a complexidade da experiência humana exige conceitos suficientemente rigorosos para orientar a reflexão, mas suficientemente abertos para acolher novas compreensões e possibilidades de sentido.
Constitui um espaço dedicado à exploração, interpretação e diálogo com diferentes formas de conhecimento produzidas pela humanidade ao longo da história. Diferentemente dos Preprints Conceituais da PFES, voltados à elaboração e sistematização teórica da Psicologia Fenomenológico-Existencial-Sistêmica, esta série não tem como objetivo validar empiricamente crenças, mitologias, tradições religiosas, cosmologias ou sistemas simbólicos, tampouco apresentá-los como conhecimentos científicos no sentido das ciências positivas. Seu propósito é reconhecer que os seres humanos, em diferentes tempos, culturas e territórios, construíram múltiplas formas de compreender questões fundamentais da existência, como o sofrimento, a identidade, a morte, o amor, a loucura, a intuição, o pertencimento e o sentido da vida. Assim, os ensaios aqui reunidos assumem um caráter hermenêutico, filosófico e cultural, buscando compreender essas tradições como expressões legítimas da experiência humana e como patrimônios de sabedoria que podem enriquecer o diálogo contemporâneo sobre a condição humana, sem confundir seus alcances com os critérios de validação próprios da ciência moderna.